Romário (PSB-RJ) e Acir Gurgacz (PDT-RO) são votos importantes para o julgamento final da petista
Por Estadão Conteudo
Os senadores Romário (PSB-RJ) e Acir Gurgacz (PDT-RO),
que votaram pela abertura do processo de impeachment contra a
presidente agora afastada Dilma Rousseff, admitem que há possibilidade
de rever os votos até o julgamento final, proposto para ocorrer em setembro. Com informações do O Globo.
Caso esses dois votos fossem confirmados e os outros se mantivessem,
ocorreria uma virada, evitando a cassação definitiva de Dilma. Isso
porque a abertura do processo foi aceita por 55 dos senadores. No
julgamento final, são necessários 54 votos.
De acordo com Romário, os novos acontecimentos políticos, como os grampos realizados pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado podem fazer com que ele mude o voto.
"Meu voto foi pela admissibilidade do impeachment, ou seja, pela
continuidade da investigação para que pudéssemos saber se a presidente
cometeu ou não crime de responsabilidade. Porém, assim como questões
políticas influenciaram muitos votos na primeira votação, todos esses
novos fatos políticos irão influenciar também. Meu voto final estará
amparado em questões técnicas e no que for melhor para o país", disse o
senador.
Já Acir Gurgacz teria assegurado ao partido, segundo o presidente do PDT, Carlos Lupi, que mudará de posição e votará contra o impeachment
dessa vez. Por isso, o diretório nacional da sigla adiou a decisão
sobre a punição disciplinar dos senadores que votaram pelo afastamento.
De acordo com Lupi, Lasier Martins (PDT-RS) deve manter o voto favorável
ao impeachment.
Gurgacz, porém, afirmou ainda não ter decisão fechada. "O que eu
coloquei é que a admissibilidade (do impeachment) era uma necessidade,
porque a população estava cobrando a discussão. O mérito é outro
momento, estamos avaliando. Entendo que não há crime de responsabilidade
fiscal por causa das pedaladas (fiscais), mas a questão é mais pela
governabilidade, pelo interesse nacional", afirmou.
No PSB de Romário, no Senado, a tese para realização de novas eleições
está ganhando força. O argumento de "Nem Temer nem Dilma" pode favorecer
a petista.
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