
Após um mês de procura, a mãe de uma bebê de 10 meses reencontrou a filha que havia sido levada de casa pelo pai, na cidade de Luís Eduardo Magalhães, na Bahia. A criança, que foi levada ainda em período de amamentação sem o consentimento da mãe, foi encontrada no bairro Messejana, em Fortaleza, na noite da última quinta-feira, 5, após ação integrada entre a Polícia Civil da Bahia e o Departamento de Inteligência da Polícia Civil (Dip). Segundo o titular do Dip, delegado Renê Andrade, no dia 6 de abril o pai da criança disse que precisaria registrar algumas fotos da filha, pois faria uma viagem e ficaria um tempo afastado. No entanto, ele sumiu. Na sacola de viagem que o pai havia deixado com a mãe da bebê, havia uma carta mostrando o interesse dele em viajar para a África com a menina e uma peça de xadrez indicando o xeque mate. Conforme Renê Andrade, o casal estava em fase de separação e havia ingressado na Justiça com uma ação de guarda compartilhada. O homem aceitava a separação, mas não suportava a ideia do convívio da menina com a mãe. "Isso repercutiu muito. A comoção da mãe, sem notícia dela e nem dele. Passou todo esse tempo ai. Ele ainda fez contato no Facebook e exigiu que, para devolver a menina, a mãe teria que fazer uma espécie de retratação no Facebook. Ela ainda fez a postagem com um pedido de perdão, mas não obteve mais respostas", ressaltou.
O delegado da Polícia Civil da Bahia, Joaquim Rodrigues de Oliveira, disse que representou na Justiça por uma medida de quebra de sigilo telefônico do pai da menina e trabalhou também com a colaboração das pessoas, que deram dicas de onde ele estaria.
Encontrada A mãe da criança veio a Fortaleza com duas irmãs. A Polícia encontrou a bebê em uma quitinete, em Messejana. Ela estava bem e alimentada.
A menina e o pai foram encaminhados ao plantão da Delegacia de Combate Exploração à Criança e Adolescente (Dececa), onde foi lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). Já na Bahia, o inquérito foi aberto em relação ao sequestro e cárcere privado. O homem foi liberado. “O mais gratificante foi podermos resgatar a alegria da mãe e lhe proporcionar um Dia das Mães feliz”, ressaltou.
Procedimento
O POVO Online não usa o nome do pai e nem o da mãe para não identificar a criança, em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
JÉSSIKA SISNANDO
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