Obra no triplex "do Lula" deu prejuízo, diz empreiteira.

Ex-diretor afirma que presidente da empreiteira reclamou de “eventos” para o ex-presidente Lula
Reclamação. Léo Pinheiro teria mencionado ao então diretor da área internacional que a OAS estava tendo prejuízo com obras para Lula


CURITIBA. O ex-diretor da área internacional da OAS Agenor Franklin Medeiros relatou ao juiz Sergio Moro que ouviu reclamações do ex-presidente do grupo Léo Pinheiro de que a empreiteira estava tendo prejuízos por causa de uma série de eventos, entre eles as obras de reforma do triplex do condomínio Solaris, no Guarujá – imóvel que a força-tarefa da Lava Jato acredita pertencer ao ex-presidente Lula, o que é negado com veemência pela defesa do petista.

Interrogado nessa quinta-feira (4) na ação penal em que Lula é réu por supostamente ter recebido propinas de R$ 3,7 milhões da OAS – parte desse valor teria sido investido em reformas e melhorias do apartamento do litoral –, Agenor Medeiros contou sobre a existência de um departamento de pagamentos ilícitos, a chamada “Controladoria”, que operava na empreiteira nos moldes da máquina de propinas da Odebrecht.

O executivo apontou milionária distribuição de propinas a partidos e a políticos – em nenhum momento, citou Lula como beneficiário – e relembrou ao juiz detalhes de uma viagem ao exterior “a trabalho”, acompanhado de Léo Pinheiro. Segundo o ex-diretor da empreiteira, Léo contou a ele que “tinha tido um acerto com João Vaccari (Neto) no sentido de compensar prejuízos que a empresa estava tendo”.

Vaccari, ex-tesoureiro do PT, está preso desde abril de 2015 por ordem de Moro, que já o condenou. Neste trecho de seu interrogatório, Agenor confirmou a informação de um colega seu de empresa, Roberto Moreira Ferreira, que também em depoimento a Moro revelou que o triplex estava “reservado” a Lula e que, por isso, o imóvel “nunca” esteve à venda. Segundo Agenor, a reforma do sítio em Atibaia – cuja propriedade também é atribuída a Lula pela força-tarefa – foi citada por Léo Pinheiro como um dos “eventos” que estariam gerando prejuízo à OAS.

“Isso, prejuízos milionários. Como ele (Léo) administrava uma conta do PT, tinha feito uma compensação com relação a esses prejuízos causados nesses eventos. Ouvi aquilo, não entrei no mérito”, disse o ex-diretor da empreiteira. Moro questionou: “Quem lhe deu essa informação, foi o sr. Léo Pinheiro?”. “Foi numa viagem internacional, viajava muito, África, Caribe”, respondeu o executivo.
Agenor disse, porém, que não conhece o ex-presidente Lula. “Nunca, não sei onde fica o Instituto Lula, não conheço Paulo Okamotto (presidente do Instituto)”, respondeu. O juiz foi adiante: “O sr. nunca tratou desses assuntos de propina com o ex-presidente?”. “Jamais, não tinha relação com ele”, reafirmou.

Cristiano Zanin Martins, que defende Lula, declarou, por meio de nota, que Agenor e Léo Pinheiro “encontram-se na mesma situação”: “Agem na perspectiva de receber benefício no momento em que depõem como réus, sem o compromisso de dizer a verdade”.

Confirmação. Agenor Franklin Medeiros afirmou a Moro que “era conhecido internamente na empresa que Brahma era (apelido) referente ao presidente Lula, todos conhecem”.
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