Confrontos entre dissidentes das Farc na Colômbia deixaram 27 mortos no sudoeste do país, segundo autoridades militares. O tiroteio ocorreu no município de El Retorno, em Guaviare, uma região estratégica para o narcotráfico. Dois grupos rivais, liderados por Néstor Gregorio Vera (Iván Mordisco) e Alexander Díaz Mendoza (Calarcá Córdoba), estariam envolvidos no confronto. Mordisco rompeu com o governo, enquanto Calarcá Córdoba mantém diálogo com o presidente Gustavo Petro.
Confrontos entre grupos formados por dissidentes das antigas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) deixaram ao menos 27 mortos no sudoeste do país. A informação foi confirmada neste domingo (18) por autoridades militares colombianas às agências Reuters e Associated Press.
Os conflitos aconteceram em uma área rural do município de El Retorno, no estado de Guaviare, a cerca de 300 quilômetros de Bogotá. A região é considerada estratégica por integrar rotas de produção e escoamento de cocaína na Amazônia colombiana, o que motivou a disputa armada entre os grupos.
Segundo o Exército, o confronto envolveu duas facções compostas por ex-guerrilheiros das Farc. De um lado está a facção comandada por Néstor Gregorio Vera, conhecido como Iván Mordisco, um dos criminosos mais procurados do país. Do outro, o grupo liderado por Alexander Díaz Mendoza, chamado de Calarcá Córdoba. As autoridades disseram que os mortos pertenciam à facção de Mordisco.
Iván Mordisco lidera uma ala dissidente que rompeu definitivamente com o processo de paz e abandonou, no ano passado, as negociações mantidas com o governo do presidente Gustavo Petro. Já Calarcá Córdoba comanda outro grupo que ainda mantém algum nível de diálogo com o governo, embora seja visto com desconfiança por suspeitas de envolvimento em crimes e infiltrações criminosas.
Até 2024, ambas as facções integravam a mesma estrutura, conhecida como Estado-Maior Central. Porém, divergências internas levaram à separação e, desde então, os grupos passaram a disputar territórios, rotas do narcotráfico e outras atividades ilegais na região de Guaviare
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