EUA excluem seis vacinas do calendário infantil recomendado. Quantidade de vacinas recomendadas para crianças foi reduzida de 17 para 11

O governo dos Estados Unidos retirou seis vacinas do calendário infantil obrigatório, reduzindo o número de imunizações recomendadas de 17 para 11. As vacinas excluídas incluem as contra a gripe, hepatites A e B, meningococo, rotavírus e o vírus sincicial respiratório. Agora, elas devem ser aplicadas apenas em situações específicas, segundo critérios médicos. A mudança, liderada por Robert Kennedy Jr., busca alinhar o calendário norte-americano a modelos internacionais, como o da Dinamarca. O presidente Donald Trump defendeu a alteração, afirmando que o calendário anterior estava "inflado". As vacinas continuam disponíveis e cobertas por planos de saúde.

Os Estados Unidos deixaram de recomendar um conjunto de seis vacinas para todas as crianças. A alteração no rol de imunização infantil foi anunciada nesta segunda-feira (5) pelo governo americano. A decisão partiu do Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS), atualmente sob a liderança de Robert Kennedy Jr.

Foram retiradas da lista obrigatória as vacinas contra a gripe; hepatites A e B; meningococo (bactéria causadora da meningite); rotavírus, responsável por quadros de gastroenterite; e o vírus sincicial respiratório, frequentemente ligado a bronquiolite em bebês. Anteriormente, o governo já havia excluído a vacina contra a Covid-19 da lista de imunizações infantis.

A nova diretriz, que passa a valer imediatamente, estabelece que esses imunizantes sejam administrados apenas em situações específicas. A indicação agora fica restrita a crianças consideradas de maior risco ou a casos em que haja recomendação médica individualizada, dentro do modelo conhecido como “decisão compartilhada”, no qual médicos e responsáveis avaliam conjuntamente a necessidade da aplicação.

Em comunicado oficial, Kennedy Jr. argumentou que a revisão busca aproximar os Estados Unidos do que chamou de “consenso internacional”. Segundo o chefe da pasta de saúde, o objetivo é alinhar o calendário americano a modelos de países que utilizam menos vacinas obrigatórias na infância, como a Dinamarca.

O próprio presidente Donald Trump se manifestou sobre o tema em sua rede social, afirmando que o calendário anterior estava “inflado”. Ele ressaltou, no entanto, que a mudança não impede que pais optem por vacinar integralmente seus filhos. De acordo com Trump, os imunizantes seguem disponíveis e continuam cobertos pelos planos de saúde.

Com a atualização, o número de vacinas recomendadas universalmente para crianças nos Estados Unidos cai de 17 para 11. Em comparação internacional, a França, por exemplo, exige atualmente 12 vacinas obrigatórias, enquanto outros países europeus adotam modelos variados, com diferentes níveis de exigência e cobertura vacinal na infância.
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