O ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, receberam a primeira visita consular em uma prisão nos EUA, confirmou o ministro do Interior, Diosdado Cabello. A visita ocorreu em 30 de janeiro. O governo venezuelano afirma estar trabalhando para a liberação dos dois, acusados de tráfico de drogas pelos Estados Unidos. A próxima audiência será em 26 de março.
Nesta sexta-feira (20), o ministro do Interior e da Justiça da Venezuela, Diosdado Cabello, confirmou que o ex-ditador do país, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, receberam a primeira visita consular após serem capturados em 3 de janeiro pelos Estados Unidos e, posteriormente, levados para uma prisão de Nova Iorque sob acusações de tráfico de drogas.
– Ele já recebeu sua primeira visita consular, que foi concedida. Ele conversou com um de nossos representantes venezuelanos e pôde lhe dizer tudo o que queria – declarou Cabello, sem especificar a data exata da visita.
Durante a entrega de viaturas policiais na cidade de Valles del Tuy, no estado de Miranda, perto de Caracas, Cabello reiterou que o governo venezuelano está “empenhado diariamente” para garantir a libertação de Maduro e Flores.
– Todos os dias fazemos esforços e dizemos ao nosso povo que não passa um dia sem que tomemos alguma providência para trazer Nicolás e Cilia de volta para nós – afirmou.
De acordo com uma notificação da procuradoria americana, disponível nos autos do processo, Maduro e sua esposa receberam “um representante oficial da República da Venezuela” em 30 de janeiro para auxiliar na prestação de quaisquer serviços que os réus pudessem necessitar.
O documento destaca que o juiz Alvin Hellerstein ordenou à Procuradoria, durante a primeira audiência dos réus em 5 de janeiro, que facilitasse o acesso deles a serviços consulares e informasse o tribunal quando isso ocorresse.
A próxima audiência de Maduro e Flores será em 26 de março.
Maduro declarou-se “inocente” das acusações de tráfico de drogas que o governo do presidente americano, Donald Trump, usou para justificar sua prisão e disse ser um “prisioneiro de guerra”.
*EFE
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